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quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Minha Faixa Amarela - 5° Kyu Aikido!


Quando conheci a arte do movimento, Aikido, foi uma resistência imediata. Uma praticante de Kendo, onde os golpes necessitam ser precisos e deve-se expressar através de Kias (exteriorização da energia corporal), sua presença no combate não conseguia se ver fazendo quedas a frente e queda atrás e movimentos como em uma dança. Eu preciso de adrenalina e algo que me faça estravazar meu dia, estresses e problemas.

Mas me sentir desafiada e comecei a treinar. Mas ainda não conseguia ter amor. E no que não tenho amor me gera desinteresse. Não entendia o que me fazia ainda ter a resistência. Durante um ano "treinei", mas quando surgia algo que o que interesse era maior lá eu faltava as aulas, fiquei sem babá pro meu filho, ministrava aula três vezes na semana a noite. Tudo conspirava para eu não adquirir esse amor. Mas algo me dizia que eu precisava daquilo. E decidi, vou voltar.

Minha volta foi intensa, com frequência e com uma nova forma de olhar para a arte, para as pessoas e para mim. Doa a quem doer eu vou voltar, pensei. Não deixei nada atrapalhar. E descobri que eu precisava daquilo pelo simples desafio de me conhecer fisicamente e emocionalmente. E eu tive vários testes quanto a isso.

Me permiti ir ainda, como faixa branca, para um estágio internacional de Aikido da escola que pratico em Tenchi/ Sintra/ Portugal, treinar com pessoas de vários locais e para um estágio em Namur/ Bélgica onde a aula era em francês onde eu entendo poucas palavras, ou melhor quase nada. :) E vi em mais de uma pessoa o amor pela aquela arte que eu ainda não entendia. Fiquei com o coração apaixonado. E foi uma das coisas mais legais que me dei a oportunidade na minha vida. 

Na volta ao Brasil, uma semana depois, mais um estágio. E veio o convite para o exame de faixa amarela. Nossa! Quanto nervoso senti. Foi um dia intenso e lá estava eu fazendo aquele exame. Poxa, só eu sei o quanto essa faixa amarela foi importante.

E descobri que o aikido é o amor em movimento. É uma arte que expressa o amor que é inerente ao ser humano. Que busca aprimorar a forma que manifestamos esse amor. Que nos mostra como utilizá-lo da melhor forma possível. O aikido é um instrumento de vínculo social e sentimental porque faz a gente movimentar esse amor interno, transbordá-lo e o melhor de tudo reparti-lo. 

Obrigada a todos que participaram dessa minha conquista do amor!

Quer se conhecer melhor? As artes marciais ajudam!


As pessoas procuram uma academia de artes marciais, um Dojo por vários motivos: emagrecer, autodefesa, disciplina, autoconfiança, controle, entre outras. Mas independente do motivo, a pessoa aprende algo muito importante: a atenção a si mesmo.

As artes marciais foram se desenvolvendo em épocas de guerra, em batalhas onde perder a atenção significava perder a vida. Esses métodos tornavam não só os guerreiros mais fortes, mas principalmente mais atentos, em todos os momentos. Um praticante de arte marcial sabe que o desenvolvimento da sua percepção é para todo o momento. Ele sabe que é uma pessoa só, e aquela percepção ou atenção irá acompanhá-lo a qualquer lugar.

No Aikido, por exemplo, a atenção deve começar quando a pessoa se depara com a necessidade de diferenciar a esquerda da direita, frente e costas, a altura de um movimento ou o controle para não machucar o colega no treino. O mais importante é que essa mesma atenção deve continuar no dia seguinte ao treino para as suas atividades do dia a dia: seja no trabalho, em casa, no trânsito, por exemplo.

Depois de algum tempo treinando começa-se a perceber uma melhoria do seu desempenho no trabalho e uma aproximação de sua família e amigos, pois sente que está tendo mais atenção, por exemplo. Esta percepção começa a se refletir em todos os aspectos da vida da pessoa. Ela começa a perceber coisas sobre si mesmo que não notava antes e a prestar mais atenção aos mínimos detalhes de suas ações e atitudes.

A pessoa aprende a controlar e sentir o seu corpo e a controlar a mente sobre as ações e reações do corpo. Esses aprendizados se refletem no dia-a-dia, quando a pessoa passa a não se afetar com as reações um pouco fortes do chefe por exemplo. Além disso, mantém a mente em equilíbrio sendo capaz de analisar as situações sem julgamentos para que tenha tranquilidade de chegar à melhor solução.

As artes marciais fazem com que a pessoa confronte o seu pior inimigo: ele próprio. O controle emocional exige que seja feita uma análise de suas responsabilidades, culpas ou ressentimentos. A pessoa conquista o conhecimento de si mesmo, em todos os aspectos, o físico, o mental e o emocional.

A pessoa aprende que toda a luta foi para combater a si mesmo, e que ele sempre será o vencedor no final, e que não existe o inimigo externo.